Funcionários do BC em São Paulo se manifestam contra reforma

Cerca de 90% dos 4,6 mil funcionários do Banco Central paralisaram suas atividades hoje, em diferentes estados do País, em protesto ao projeto do governo para a reforma da Previdência e ao que eles chamam de "desmonte do BC ". O departamento de meio circulante (distribuição da moeda) de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Belém está totalmente paralisado, segundo informou o Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal). Em Brasília, 300 funcionários da instituição paralisaram as atividades e participam da marcha, organizada por funcionários públicos, contra a proposta de reforma previdenciária do governo Lula. Em São Paulo, mais de 300 dos cerca de 550 funcionários também suspenderam suas atividades na manhã de hoje. A paralisação, segundo o vice-presidente regional do Sinal, Otílio Severian Loureiro, deve se estender por toda a tarde. Segundo o presidente do Sinal, Sérgio Belsito, a paralisação desta quarta-feira é uma advertência à sociedade e, principalmente, ao governo, "pela fal ta de estrutura humana e financeira que impedem que o BC cumpra suas atividades". Belsito disse que o BC está sofrendo uma "evasão grande de servidores e a situação poderá se agravar com a atual proposta da reforma da Previdência". De acordo com balanço do Sinal, cerca de 800 dos 4,6 mil funcionários devem deixar o banco este ano para evitar as novas regras da aposentadoria. Outros 1,5 mil devem sair da instituição nos próximos anos.

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