Funcionários do Banespa prometem assembléia com 6 mil pessoas

Funcionários do Banespa, que foi comprado pelo grupo espanhol Santander, no ano passado, farão um assembléia amanhã para decidir se aceitam o acordo acertado entre a instituição financeira e o sindicato da categoria. "Será a maior assembléia de toda a história do banco. Esperamos reunir pelo menos 6 mil pessoas na quadra do sindicato em São Paulo", afirma João Vaccari Neto, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT). O acordo prevê estabilidade de emprego por um ano, congelamento de salários por três anos, seis meses de garantia de salário em caso de demissão e um conjunto de cláusulas do banco público que serão mantidas para os funcionários. No Estado, o Banespa reúne 15 mil funcionários. "Consideramos a proposta boa porque, teoricamente, temos a segurança de emprego por 18 meses. Além disso, é preciso frisar que trata-se do primeiro acordo de uma categoria realizado após a privatização de uma empresa", avalia Vaccari Neto. FenabanEle fez estas afirmações há pouco, ao final da assembléia dos bancários para decidir se aprovavam ou não a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), já aceita ontem pela executiva nacional da categoria. As 600 pessoas presentes, número do sindicato, disseram sim à proposta patronal. Pela oferta da Fenaban, os salários e demais verbas (auxílio-refeição, auxílio-alimentação, gratificação de caixa, etc.) serão reajustados em 5,5%; abono único de R$ 1.100,00 e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 80% sobre o salário mais R$ 500,00 fixos, até o limite de R$ 3.800,00. "A proposta não é satisfatória, porque os bancos apresentam lucros excelentes, mas mantém o patamar de renda da categoria", afirma o líder sindical. Banco do BrasilTambém está sendo realizada agora à noite uma assembléia do Banco do Brasil para avaliar a proposta da instituição. A oferta do BB prevê reajuste de 8,30% (ICV do Dieese de set/2000 a ago/2001), abono no valor de um salário com piso de R$ 1.500,00, cesta-alimentação de R$80,00 e demais cláusulas conforme proposto pela empresa. Caso não aprovem a proposta e o banco não proponha nova negociação, os funcionários ameaçam interromper as atividades a partir de amanhã por 24 horas.

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