Funcionários de fazenda são mortos durante conflito em Rondônia

As polícias Civil e Militar devem entrar nesta quinta-feira na fazenda Schumann, a 118 quilômetros de Campo Novo de Rondônia, no município de Nova Mamoré, para resgatar os corpos de dois funcionários da fazenda que teriam sido mortos em conflito com um grupo de 70 pessoas que a polícia acredita ser sem-terra. Outros dois peões estariam sendo mantidos em cárcere privado e ameaçados de morte.A denúncia partiu de funcionários da fazenda, que por volta das 15 horas conseguiram chegar até Ariquemes, para relatar o conflito ao Ministério Público Estadual. Eles disseram que além de matar os peões, o grupo ateou fogo em mais de 300 hectares de pasto e uma camionete, modelo F-1000 com um dos corpos dentro.Os denunciantes e o dono da fazenda, Carlos Schumann, disseram que a invasão aconteceu por volta das 7h30 de segunda-feira. Um grupo de 20 homens armados que estariam acampados na fazenda Jacilândia (região de Nova Mamoré), interceptou um caminhão da fazenda e obrigou o motorista a levar o grupo de 70 pessoas até a fazenda. "Na sede da Schumann houve reação e armados com espingardas, foices e facões, os sem-terra nos atacaram e mataram os dois peões", disseram os sobreviventes em depoimento ao MP.O delegado Iramar Gonçalves, da 3.ª Delegacia de Polícia de Ariquemes, disse que hoje já existem cerca de 300 pessoas na fazenda invadida e que podem ser mesmo um grupo de sem-terra. Eles já queimaram pasto, mataram animais e tomaram posse de um trator de esteira e uma pá carregadeira. Ele afirmou que para entrar na fazenda, os policiais civis precisam de apoio da Polícia Militar.O comandante do 7.º BPM, em Ariquemes, coronel Carlos Alberto Caieiro, disse que estava apenas aguardando a determinação do Comando Geral da Polícia Militar, em Porto Velho, para iniciar a operação.A Comissão Pastoral da Terra, desconhecia o crime e garantiu não existir acampamentos do Movimento dos Sem-Terra (MST) e do Movimento Camponês Corumbiara na região onde ocorreram as mortes.

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