Funcionários da Funai em Bauru são mantidos como reféns

Manifestantes protestam contra a extinção da unidade, que tem cerca de 50 funcionários, e criação de outra

Agência Brasil

24 de julho de 2009 | 15h18

O administrador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Bauru, no oeste paulista, Amaury Vieira, e mais quatro funcionários do órgão são mantidos como reféns por um grupo de índios desde a tarde da última quarta-feira (22). Segundo ele, os manifestantes protestam contra a extinção da unidade, que tem cerca de 50 funcionários, e criação de uma outra, em Itanhém, no litoral paulista.

 

Vieira informou que a unidade regional será substituída por um posto. Os índios acham que o posto será incapaz de atender as necessidades das várias etnias da região, que tem cerca de l,5 mil habitantes."Estamos vivendo a angústia aqui dentro, vendo o tempo passar nessa situação estressante", desabafou o dirigente.

 

Embora as negociações tenham avançado, com a possibilidade de diálogo com a direção-geral da Funai, Vieira teme que a situação se arraste. "Se não for resolvido ainda hoje, poderemos entrar no sábado e domingo, quando as repartições públicas fecham, ainda retidos em condições adversas."

 

De acordo com Vieira, a ocupação é pacífica, e os reféns recebem alimentação feita pelos próprios índios, mas as condições são desconfortáveis. Além dele, o grupo mantém como reféns três mulheres e mais um homem. Uma outra refém foi libertada ontem (23) depois de passar mal.

 

A Polícia Federal de Bauru informou que o delegado Fernando Amaral seguiu para o local, no final da manhã, para tentar resolver a situação e soltar os reféns.

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