SERGIO CASTRO/ESTADÃO
SERGIO CASTRO/ESTADÃO

Funcionários BR Distribuidora são alvo da 9ª fase da Operação Lava Jato

Contratos feitos com a subsidiária da Petrobrás estão sob investigação da Polícia Federal

Vinicius Neder e Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2015 | 12h00

Atualizado às 13h38

RIO - A nona fase da Operação Lava deflagrada na manhã desta quinta-feira, 5, investiga também suspeitas de pagamento de propinas para funcionários da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobrás. A empresa afirmou que não foi formalmente comunicada pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre a operação. O presidente da BR, José Lima de Andrade Neto, está de férias e disse que tampouco foi informado sobre as investigações. 

Na nona fase da Operação Lava Jato, são cumpridos 62 mandados judiciais, em quatro Estados (São Paulo, Rio, Bahia e Santa Catarina): um de prisão preventiva, três de temporária, 18 de condução coercitiva (quando a pessoa é liberada após prestar depoimento) e 40 de busca e apreensão. É foco da investigação nesta etapa a atuação de onze pessoas apontadas como operadoras do esquema envolvendo desvios em contratos da diretoria de Serviços da Petrobrás. Entre os operadores está o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.


Segundo a PF, o pagamento de comissões investigado na BR Distribuidora envolve uma empresa de Santa Catarina, a fabricante de tanques Arxo Industrial do Brasil Ltda, suspeita de pagar propinas, suspeita de pagar propina em troca de informações privilegiadas e contratos direcionados com a subsidiária, foi alvo de busca. Os integrantes da força-tarefa da Lava Jato não detalharam quais contratos estão sob investigação nem valores.

Os dois mandados de prisão temporária foram concluídos no Estado do Sul e um terceiro está no exterior. A prisão preventiva está sendo cumprida no Rio. A assessoria de imprensa da PF no Paraná, cuja Superintendência concentra grande parte das investigações da Lava Jato, informou que nenhum nome seria divulgado agora. Mais informações deverão ser divulgadas, em um balanço previsto para a parte da tarde desta quinta-feira. A PF não informa se os mandados já foram cumpridos ou não. 

No Rio, os oito mandados de condução coercitiva serão ouvidos na Superintendência da PF no Rio e liberados em seguida. O preso do único mandado de prisão preventiva será levado a Curitiba.

 

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