Funcionário da Anistia deve ser indiciado

O funcionário da Anistia Internacional José Eduardo Bernardes da Silva, de 40 anos, deverá ser indiciado em inquérito, acusado de tentativa de explosão. Ele tinha sido enviado pela entidade para trabalhar em Madri, desde novembro, por sofrer supostas ameaças contra sua vida. Interrogado nas dependências da Anistia, com a presença de diretores da entidade e de seu advogado, Bernardes Silva negou todas as acusações. Ele é apontado como o responsável pelas ameaças, em setembro de 2000, contra os organizadores da Parada Gay, contra a sede da Anistia, em São Paulo, onde trabalhava, e de ter enviado uma bomba para seu apartamento, em Higienópolis.Silva negou ter estado nas agências dos Correios postando as bombas. Afirmou que estava em Parati, no Rio de Janeiro. Negou que tivesse motivos para assustar os coordenadores da Parada Gay e seus próprios companheiros na Anista. Disse não saber fabricar bombas, mas não explicou porque abriu o pacote da bomba que chegou a sua casa, mesmo sabendo que se tratava de um explosivo.

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