Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Funcionalismo federal mantém greve contra reforma

A primeira reunião de entidades sindicais com o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), e o comando da comissão especial de reforma da Previdência terminou com setores do sindicalismo público mantendo a disposição de greve geral por tempo indeterminado a partir do dia 8 de julho. Os representantes das entidades foram avisados de que, apesar da disposição de negociar, a proposta não será retirada do Congresso e os seus pontos básicos são inegociáveis. Para os representantes da Coordenação Nacional das Entidades dos Servidores Federais (Cnef), que no último dia 15 decidiram pela greve e hoje participaram da reunião, as alterações permitidas pelo governo serão apenas "acessórias" e não atendem aos servidores. "A única maneira de acabar com a greve é retirar a proposta", afirmou Jorge Moreira. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, afirmou que a central não vai organizar a greve, apesar de ser solidária com a luta dos servidores públicos e reconhecer o direito legítimo de greve. "O mais importante é a abertura do canal de negociação de conteúdo (da proposta). Há um sentimento na sociedade favorável às reformas, uma maioria no Congresso e no governo à favor. Não podemos ter uma posição contrária simplesmente", afirmou. Na reunião de hoje, foi definido um cronograma para novas rodadas de negociação nos dias 1º de julho e 3 de julho, antes da nova plenária da Cnef, marcada para o dia 5, que tem o poder de alterar ou confirmar a decisão de greve geral.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.