Funasa treina técnicos para combater a desnutrição indígena

Desnutrição é uma das principais causas de morte de crianças indígenas no país e levou à criação de uma CPI

Agência Brasil

15 de agosto de 2008 | 14h48

Para acompanhar o quadro da desnutrição indígena no país e evitar a ocorrência do problema, principalmente em grávidas e crianças menores de 5 anos, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) começa nesta sexta-feira, 15,  a treinar agentes de saúde, gestores e lideranças. A desnutrição é uma das principais causas de morte de crianças indígenas no País e levou à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara, em 2007. Em junho deste ano, os deputados culparam a "desestruturação" da Funasa pelo problema.  De acordo com o governo federal, mesmo ainda sendo um problema, os números de morte por desnutrição entre as aldeias diminuiu nos últimos anos. Em 2000, a incidência era de 74,6 casos para cada mil índios. Em 2007, passou para 46,7 casos. Na tentativa de melhorar o atendimento aos índios, o curso da Funasa tem o objetivo de padronizar o diagnóstico e o acompanhamento da alimentação dessa população. Para isso, capacitará em nove meses cerca de 200 alunos no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan).  Os alunos receberão aulas pelo computador, no modelo de educação a distância. Na tarde de hoje, a primeira delas será transmitida para as cidades de Manaus, Barra do Graças (MT), Cuiabá, Campo Grande, Macapá, Salvador, Porto Alegre e do Rio de Janeiro. O curso será oferecido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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