Funasa testa nova arma contra a dengue

A Fundação Nacional de Saúde, órgão do Ministério da Saúde, está testando um novo larvicida para ser usado no combate ao mosquito que transmite a dengue (Aedes aegypti) e no controle da mosca doméstica. O diflubenzuron, que já foi experimentado com sucesso em laboratório, poderá ter preços mais baixos e representar mais uma alternativa para a resistência que os insetos desenvolvem contra os produtos já comercializados.O larvicida passou por experimentos de campo no município de Nova Iguaçu (Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro) e mostrou que consegue combater o mosquito por até 70 dias, segundo informou o laboratório brasileiro Champion Farmoquímico, que produz o larvicida. A Funasa não divulgou os resultados dos testes que estão em andamento e afirmou que ainda serão necessários alguns meses para saber sobre a eficácia do produto.Se aprovado, o diflubenzuron poderá representar economia para o Ministério da Saúde. Seus produtores prometem comercializar o novo produto com preços 50% mais baixos do que os larvicidas que estão hoje no mercado. O diflubenzuron é feito à base de hormônio de crescimento dos animais e consegue evitar que os insetos se transformem em adultos, fase em que transmitem doenças."Nós estamos muito otimistas porque todos os testes até agora mostraram que o larvicida funciona", afirma Luci Ramos Figueiredo. "Mas, é claro, que para ter certeza que ele é realmente eficaz é preciso esperar os resultados finais dos testes da Funasa."O novo larvicida poderá ser usado no combate à dengue, mas apenas em criadouros de água não-potável. O produto não é aprovado para uso em água para consumo porque, neste caso, há grandes restrições e o inseticida tem que apresentar baixíssimos níveis de toxicidade. O diflubenzuron, no entanto, poderia ser aplicado em locais onde há águas paradas e podem servir de criadouros para as larvas do Aedes.

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