Funasa define ação de militares contra a dengue

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) define amanhã quais serão as áreas onde os 1.300 militares do Exército e da Marinha vão atuar para combater focos do mosquito Aedes aegypti, o transmissor do vírus da dengue. A operação, que começa no próximo dia 6, é um reforço ao trabalho dos 1.044 agentes da Funasa que estão no Rio de Janeiro desde o início de fevereiro para tentar barrar a epidemia - até a última sexta-feira, o Estado contabilizava 39 mil casos da doença e 17 mortes.O roteiro dos militares será definido com base em um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde sobre os bairros recordistas em casos da doença e em infestação pelo mosquito. "Amanhã teremos mais claro como será a atuação dos militares", afirmou o coronel Ivan Cosme, responsável pela Comunicação Social do Comando Militar do Leste. Na última sexta-feira, durante uma reunião entre representantes da Funasa e das Forças Armadas, ficou definido que os militares não combaterão o mosquito em favelas. Além de perigosos, favelas e morros da cidade já têm agentes comunitários que fazem o combate aos focos do mosquito, segundo informa a secretaria.O treinamento dos militares começa a ser feito na próxima quinta-feira. O plano é treinar primeiro 130 sargentos que, uma semana depois, vão passar as informações para todo o efetivo. A operação que começa no dia 6 de março deve se alongar por dois meses.Amanhã, o governador Anthony Garotinho também apresenta sua participação contra a dengue. Em cerimônia marcada para às 9h30 em Guadalupe (zona norte), o governador fará o remanejamento de 5 mil bombeiros da Defesa Civil para agir no trabalho de luta contra o mosquito. Os bombeiros também vão fazer visitas a residências e a prédios. Garotinho mobilizou 2.020 reservistas da paz (jovens que fazem o trabalho administrativo na polícia) para trabalhar contra a dengue, e determinou que cerca de 300 Cieps do Estado passem a funcionar como postos de atendimento médico.

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