Funai e MPF restringem acesso à reserva de índios

Está proibida a entrada de brancos na AldeiaIndígena de Dourados, onde vivem quase 8 mil famílias das etnias guarani-caiovás e terenas. A decisão que começou a vigorar hoje faz parte do trabalho da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Ministério Público Federal (MPF), para reduzir ao máximo os índices de violência no local. Prostituição, estupros, atentados violentos ao pudor, suicídios, alcoolismo, homicídios e tráficode drogas, principalmente cocaína, estão virando rotina na aldeia, segundo denúncias dos caciques das aldeias Jaguapirú eBororó, as maiores da reserva.Estão incluídos na proibição padres, pastores evangélicos, médicos, comerciantes, compradores de produtores indígenas, casonão apresentem autorização por escrito da Funai. A fiscalização do cumprimento da medida está sob a responsabilidade daPolícia Federal. A principal entrada fica a cinco quilômetros do centro de Dourados, a segunda principal cidade de Mato Grosso do Sul, a 220quilômetros de Campo Grande, na região sul do Estado. A curta distância facilita o aumento dessas ocorrências, conformepesquisa realizada pela Delegacia Regional de Polícia Federal de Dourados, que não tem a estrutura necessárias para acabarcom os crimes violentos nas aldeias do município. Na semana passada, os índios ocuparam o prédio da Funai e ficaram no imóvel por três dias consecutivos reclamando que a violência está sem controle nas aldeias. Somente nos primeiros 70 diasdeste ano, foram registradas 70 ocorrências policiais nas aldeias Jaguapirú e Bororó.Os invasores deixaram o imóvel no domingo passado, quando desembarcaram em Dourados os membros da Comissão deIntermediações de Conflitos Indígenas, procedentes de Brasília. Eles estão mantendo sucessivas reuniões com os caciques,representantes do Ministério Público Federal, polícias Federal, Civil e Militar. Elaboram planos de trabalhos que começarão aserem praticados o mais breve possível visando controlar a situação. Porém antes de qualquer ação nesse sentido, resolveramacatar sugestão do MPF, e proibir a entrada de pessoas não indígenas na aldeia.

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