Funai dá prazo até amanhã para índios libertarem reféns no PR

Caingangues detiveram três funcionários da Copel desde 5ª; eles querem indenização por instalação de torres

Evandro Fadel, de O Estado de S. Paulo,

23 de março de 2009 | 16h47

A administração da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Londrina, espera que até a manhã desta terça-feira, 24, sejam liberadas as três pessoas mantidas como reféns pelos índios caingangues da Reserva Barão de Antonina, em São Jerônimo da Serra, a cerca de 350 quilômetros de Curitiba, no norte do Paraná. Esse é um dos pedidos para a realização de uma reunião, na terça, em que se espera seja assinado um termo de ajustamento de conduta, com o estabelecimento da indenização a ser paga pela Companhia Paranaense de Energia (Copel).

 

Os índios pedem R$ 3,5 milhões em razão de uma linha de energia ter cortado as terras em cerca de 10 quilômetros, com a instalação de 14 torres. A companhia já se propôs a pagar R$ 1,1 milhão e ajudar na recuperação de áreas degradadas. "O objetivo nosso é que o valor seja aumentado, e a Copel está propensa a isso", disse a administradora da Funai em Londrina, Evelise Viveiros Machado. Ela afirmou que já conversou com os indígenas e eles garantiram que os reféns podem circular livremente pela aldeia, embora estejam impedidos de deixar a área.

 

Na quinta-feira da semana passada, os índios detiveram os irmãos Valmiron e José Almir Torres Quintanilha, funcionários de uma empresa terceirizada da Copel, quando eles foram à reserva para um trabalho rotineiro de vistoria das linhas. No dia seguinte, o antropólogo da Copel, Alexandre Húngaro da Silva foi ao local para tentar liberar os dois reféns, mas também foi impedido de sair. Servidores da coordenação de patrimônio e meio ambiente da Funai deslocaram-se de Brasília a Londrina para participar da reunião.

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