Marcelo Camargo|Agencia Brasil
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‘Fui pedir doação à campanha do Crivella a governador’, diz ministro

Titular da pasta da Indústria, Marcos Pereira (PRB) nega ter recebido dinheiro para apoiar a chapa Dilma-Temer em 2014

Entrevista com

Marcos Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

Andreza Matais, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2017 | 17h00

BRASÍLIA - O ministro da Indústria e presidente licenciado do PRB, Marcos Pereira, “nega veementemente” ter recebido dinheiro em troca do apoio do partido à chapa Dilma Rousseff-Michel Temer em 2014.

O senhor recebeu R$ 7 milhões de caixa 2 da Odebrecht? 

Nego veementemente. 

Esteve com Alexandrino Alencar em 2014? 

Não. Se eu tive com ele foi em 2012, salvo engano para solicitar alguma doação para a campanha do Celso Russomanno.

 Na delação da Odebrecht há relato de que o senhor tratou do recebimento dos R$ 7 milhões com Alexandrino. 

Não procede. Já disse que a única vez que eu me recordo que eu estive com ele foi em 2012 num prédio próximo do shopping Eldorado. 

O senhor não foi mesmo ao prédio da Odebrecht em 2014?

Acho que estive com ele uma vez. Fui pedir doação para a campanha do Marcelo Crivella a governador do Estado do Rio.

Como foi a conversa? 

Ele disse que poderia doar para o Crivella, mas que o Crivella não aceitava doação de empresas.

O senhor foi até a sede da Odebrecht pedir dinheiro para o Crivella sem ele querer? 

Nem sabia que o Crivella não queria. Agradeci e fui embora.

O que acha do relato de que recebeu R$ 7 milhões?

Como é que vão dar R$ 7 milhões para o PP, que tinha mais de 30 deputados, e vão dar R$ 7 milhões para o PRB, partido que tinha 8 deputados? Não faz sentido. Como você vai fazer a divisão igual para partidos que têm tempos diferentes?




 

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