Fui depor sobre nenhum fato, diz Maluf

O candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf (PP)não concedeu entrevista sobre seu indiciamento e o do seu filho Flávio Maluf, ocorrido hoje na sede a Polícia Federal, onde ambos foram acusados da prática de cinco crimes, em inquérito que apura remessa ilegal de dinheiro ao exterior. "Por minha livre e espontânea vontadefui prestar depoimento sobre fato nenhum. O único fato é que em 37 anos de vida pública não tive nenhuma condenação penal, e moro há 40 anos na mesma casa.", leu o ex-prefeito em sua casa, após se reunir com 11 integrantes do seu partido para discutir apoio a um dos candidatos ao segundo turno em São Paulo.Embora afirme ter ido depôr sobre "fato nenhum", o ex-prefeito e seu filho foram indiciados pelos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha e peculato (apropriação de dinheiro público). Ele disse, ainda, que se alguma instituição deseja fazer uso eleitoral do seu indiciamento para favorecer algum candidato, vai "quebrar a cara".Sobre seu apoio no segundo turno, Maluf voltou a ler um texto e manteve o suspense sobre sua escolha, provavelmente pelo fato de ter sido indiciado. "Mais uma vez a Executiva me recomendou estudar meu apoio ao candidato do presidente Lula", disse. "No momento certo tomarei a decisão que melhor decisão para a cidade de São Paulo. O PP integra a base aliada do governo Lula.A seguir leia a íntegra do texto lido por Maluf:Recebo novamente em minha residência, com muita honra, a maioria da Executiva Nacional do Partido Progressista, que mais uma vez recomendou estudar o meu apoio a candidata do Presidente Lula.Vou reunir os meus companheiros e no momento certo tomarei a posição que melhor convier a cidade de São Paulo.O processo eleitoral termina dia 31 de outubro. Entretanto, de maneira espontânea compareci hoje para prestar depoimento, sobre nenhum fato.O único fato é que em 37 anos de vida pública não tive nenhuma condenação penal, e moro há 40 anos na mesma casa.Se alguma instituição deseja fazer uso eleitoral desse episódio para favorecer algum candidato, comigo vai quebrar a cara. Ninguém jamais me intimidou ou vai me intimidar. Ninguém vai calar a minha voz, quando se trata de defender São Paulo".

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