Fruet diz que sua candidatura depende do apoio do PSDB

O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), cuja candidatura à presidência da Câmara está sendo lançada por 13 deputados federais tucanos - de um total de 66 parlamentares da bancada -, chegou à reunião dos parlamentares da chamada terceira via nesta tarde. Ao chegar, Fruet declarou que, se for convocado para ser o candidato da terceira via - e concorrer com os deputados Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP) -, aceitará, com a condição de que submetam seu nome à bancada de deputados do PSDB no dia 23. Nesse dia, a bancada estará reunida para definir qual candidato apoiará na disputa pela presidência da Câmara. Se o nome de Fruet for aprovado, ele já participará da reunião do dia 23 como candidato do PSDB lançado pela terceira via e pedirá o apoio dos tucanos. Ele frisou que, se não tiver esse apoio, não se lançará candidato. "Não sou candidato contra o PSDB. Só sou candidato com o apoio da bancada. E vou ter, agora, uma conversa franca com o pessoal da terceira via." Chances de vencerPara o grupo tucano, uma candidatura com chances reais de vencer tem que partir de um potencial de votos de 15% a 20% dos 513 deputados. Os 13 esperam que, uma vez consolidada a candidatura de Fruet, os deputados do PSDB que já anunciaram apoio a Chinaglia se dêem conta da possibilidade de uma candidatura tucana e voltem atrás. A segunda alternativa dos 13 deputados do PSDB seria a de apoiar a candidatura de Aldo à reeleição."Arlindo Chinaglia não vai ter 30 votos do PSDB se tiver como concorrente um candidato do partido. Certamente, é um movimento para dentro diante de uma questão colocada precipitadamente", disse a jornalistas o deputado Silvio Torres (SP). Após uma consulta por telefone à bancada, o líder do PSDB na Câmara Jutahy Junior declarou apoio a Arlindo Chinaglia, respaldado pela decisão de 34 deputados. A decisão provocou contestação de integrantes do partido contrários a aliança com o PT, entre eles importantes líderes tucanos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidente do partido, Tasso Jereissati, e o líder da bancada no senado Artur Virgílio. Diante da polêmica, Jutahy Junior decidiu convocar para o dia 23 deste mês uma reunião da bancada para rediscutir o assunto. Com ReutersEste texto foi ampliado às 16h44

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