AGU/Ascom/Divulgação
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Frente parlamentar e líder de juristas evangélicos elogiam nomeação de André Mendonça

Frente cita o fato de o novo ministro ser teólogo e pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil: 'Os valores cristãos e da família serão defendidos e respeitados'

Gregory Prudenciano, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2020 | 14h48

A nomeação de André Mendonça para o cargo de ministro da Justiça repercutiu bem entre parlamentares evangélicos. Parte da simpatia pelo novo ministro, que substitui Sérgio Moro após sua ruidosa demissão, vem do fato de Mendonça ser pastor presbiteriano. Em nota, a Frente Parlamentar Evangélica do Congresso felicitou "efusivamente a decisão do Senhor Presidente da República" e nomeá-lo para o cargo.

Na nota, a frente lista a carreira jurídica do novo ministro - "advogado da União, especialista, mestre e doutor em Direito" - e também o fato de André Mendonça ser "teólogo e pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, o que nos garante que os valores cristãos e da família serão defendidos e respeitados".

Ao Estadão/Broadcast Político, Uziel Santana, presidente da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure) disse que "expectativa não é ter um ministro terrivelmente evangélico, mas um ministro que seja terrivelmente ministro, ou seja, alguém técnico". A fala é uma referência à fala do presidente Jair Bolsonaro sobre a intenção de indicar um ministro "terrivelmente evangélico" para ocupar a próxima vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF).

No entanto, o líder da Anajure admite que o fato de Mendonça ser pastor e já ter interlocução é positivo. "O André é pastor presbiteriano. A gente fica feliz, é alguém do nosso meio. Eu mesmo sou presbiteriano. A gente fica feliz que um irmão da comunidade, por méritos, esteja ocupando um cargo importante no alto escalão da República", animou-se.

No dia da demissão de Moro, a Anajure divulgou uma nota de repúdio à "interferência do presidente da República na direção-geral da Polícia Federal", dando crédito à fala do ex-ministro. Diante da aparente contradição de ter apoiado Moro e agora celebrar que Mendonça ocupe o cargo no governo que o ex-juiz deixou vago, Uziel explicou: "a gente tem que separar bem as coisas. Houve uma denúncia e nossa nota pede apuração. Agora, existe um País, um Estado e um governo. O que o governo fizer e for bom para o País, apoiaremos. Seremos patriotas".

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