Frente de oposição vai se articular para cobrar governo

A frente dos partidos de oposição criada hoje pelo PSDB, PFL, PDT e dissidentes do PMDB e PP vai se reunir mensalmente e assumir, de forma articulada, posições comuns sobre a condução do governo. Além de discutir temas pontuais, a idéia dos organizadores é apresentar também alternativas. "O País está perplexo diante da paralisia do governo. Quem sabe, estimulado pela cobrança da oposição, o governo comece a agir, mexer e governar ", disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).Para o senador tucano, um dos primeiros atos do governo seria parar de brigar internamente, lembrando, por exemplo, a nota do PMDB de ontem com críticas ao governo e cobrando mudanças. "O que passa para a população é que o governo está parado e estagnado", completou Tasso. Mesmo unindo-se para cobrar ações e criticar a paralisia do governo do PT, os dirigentes do PSDB, PFL e PDT tentaram desvincular a Frente de uma eventual aliança para as eleições. "Não estamos firmando hoje um pacto com vistas às eleições deste ano nem sequer para 2006", afirmou o líder do PDT, senador Jefferson Peres (AM), que representou o presidente do partido, Leonel Brizola, no encontro dos partidos de oposição realizado em Brasília.Mas, como a política não é uma equação aritmética, Perez acha, porém, que futuras alianças não podem ser descartadas, apesar de serem partidos diferentes em suas histórias e origens. Mais ponderado, Tasso acha que seria precipitado iniciar este tipo de discussão, já que tentar solução para os problemas do país é mais urgente. O senador lembrou, porém, que PSDB, PFL e PDT já vêm atuando de modo uniforme no Congresso. Os dirigentes dos três partidos fizeram questão de ressaltar também que vão atuar com maturidade, pois ninguém deseja a desestabilização do governo nem o caos do País. "Fazer uma oposição que não seja tão leniente, que pareça frouxidão e adesista, que não seja tão radical que pareça aventureira e golpista", disse Perez. Além de parlamentares, compareceram ao ato sindicalistas e dirigentes da Força Sindical, como o presidente Paulo Pereira da Silva.

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