Freire diz que, se fosse Lula, aceitaria saída de Dirceu

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire, defendeu, em São Paulo, a renúncia do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, argumentando que o fato facilitaria o melhor encaminhamento de uma solução da crise política gerada pelo caso de corrupção envolvendo o ex-assessor do Palácio do Planalto, Waldomiro Diniz. Segundo Freire, Dirceu colocou seu cargo à disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não aceitou a hipótese de tirá-lo do governo.O dirigente do PPS disse que, se fosse Lula, aceitaria a saída de Dirceu, "para não contaminar todo o governo". "No governo não se pode ter alguém alvo de uma certa desconfiança", afirmou Freire, em entrevista concedida na Fiesp, onde participa do seminário "Reforma Política", promovido pelo Instituto Roberto Simonsen. Freire defendeu no evento o financiamento público das campanhas eleitorais.O seminário, aberto pelo presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, registra as presenças dos presidentes do PT, José Genoino, do PFL, Jorge Bornhausen, e do PMDB, Michel Temer, além dos deputados Aloisio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Ronaldo Caiado (PFL-GO).Piva disse que a "questão mais amarga" a ser debatida no evento "é o comportamento dos partidos que ainda não ostentam unidade e coerência interna para exercer o papel de organização da sociedade". Ele ressaltou que a reforma política "é a mãe de todas as reformas" e apesar das críticas aos partidos, disse que o sistema político brasileiro "ainda é motivo de orgulho".

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