Freira de Guarapuava está em prisão especial

A irmã Anilse Terezinha Bianchini, de 58 anos, foi transferida quarta-feira para um quarto do Corpo de Bombeiros de Guarapuava, onde terá direito a prisão especial. Ela é acusada de intermediar adoções irregulares, praticar maus-tratos a crianças de uma creche que dirigia e coagir testemunhas. A freira admite ter cometido apenas o crime de intermediar adoções, alegando que a vida das crianças estava em risco.A irmã estava desde segunda-feira de volta à cadeia pública, depois de ter passado 20 dias no Hospital Nossa Senhora de Belém. Ela foi presa em 25 de junho. Com problemas circulatórios nas pernas, a freira precisa de espaço para caminhadas diárias, o que era impossível na cela que dividia com outras sete detentas.Além dessa necessidade médica, o advogado Miguel Nicolau Júnior alegou que a irmã possui curso superior. O advogado disse ter desistido de pedir habeas-corpus em favor da irmã, por entender que, a partir do dia 30, quando serão ouvidas as testemunhas de acusação, não haverá mais motivo para a prisão preventiva. "Ela está presa em razão da acusação de coação às testemunhas", argumentou.

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