Frei da Pastoral da Terra se diz ameaçado de morte

Henry des Rosiers anda com proteção policial desde o assassinato de Dorothy Stang; polícia investiga caso

Carlos Mendes,

20 de novembro de 2007 | 21h15

Advogado e coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em Xinguara, no sul do Pará, frei Henry des Rosiers disse ter recebido informações de policiais militares da região de que poderá ser assassinado a qualquer momento por três pistoleiros contratados por R$ 50 mil.  O serviço de inteligência da Polícia Militar (PM) investiga a ameaça desde o final de outubro, mas até agora não divulgou o resultado do trabalho. O suposto valor estipulado pelo crime é o mesmo prometido aos assassinos da missionária norte-americana Dorothy Stang, morta com seis tiros no dia 12 de fevereiro de 2005.  Frei Henry, que desde o assassinato de Dorothy Stang, anda com proteção policial, disse que não abandonará sua luta em defesa dos direitos humanos e da reforma agrária. "Tem gente aqui muito mais ameaçada do que eu. Não vou me intimidar com isso", afirmou.  Ele registrou queixa na delegacia de Xinguara e foi informado de que um dos pistoleiros já não estaria mais no Estado. Frei Henry já foi premiado nos governos de Fernando Henrique Cardoso e de Luiz Inácio Lula da Silva com a medalha nacional de direitos humanos.  De acordo com as investigações, os principais interessados na morte do frei seriam fazendeiros da região inconformados com as constantes invasões de suas terras. Eles atribuiriam ao advogado da CPT a responsabilidade pelas invasões e podem ter decidido matá-lo para intimidar os movimentos sociais empenhados na luta pela reforma agrária.

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