Fraude na Previdência leva 35 para cadeia no Rio

Trinta e cinco pessoas já foram presas no Rio de Janeiro por envolvimento em fraudes praticadas contra a Previdência Social. Duas delas eram servidores do próprio Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Luiz Cláudio Nunes era chefe da agência da Tijuca, e Rogério de Oliveira Ribeiro estava lotado em São Gonçalo.O balanço de um ano de combate à fraude, feito por uma força-tarefa montada exclusivamente com esse objetivo, foi divulgado, nesta terça-feira, pelo secretário-executivo do ministério da Previdência Social, José Cechin.Cechin explicou que a torça-tarefa, constituída de servidores da Previdência, Ministério Público e Polícia Federal, começou o trabalho pelo Rio de Janeiro porque o Estado é, historicamente, recordista em fraudes. ?O Rio de Janeiro é um problema sério para a Previdência Social e, até então, apesar de todas as nossas investidas, tivemos pouco sucesso?, admitiu.Cechin disse que a força-tarefa é, de longe, a experiência que mais vem dando resultado. Neste primeiro ano de existência, a força-tarefa da Previdência Social já descobriu, no Rio de Janeiro, 5.427 benefícios irregulares. Desse total, 903 aposentadorias foram suspensas, e 4.524 processos encaminhados à Auditoria-Geral do INSS para comprovação ou não de fraude no processo de concessão dos benefícios.O valor médio dos benefícios suspensos é de R$ 890,52. A despesa anual da Previdência Social com os 4.524 benefícios sob investigação é de R$ 52,5 milhões. O secretário-executivo do ministério da Previdência Social disse ter certeza de que a ação dos bandidos contra a Previdência Social no Rio de Janeiro é obra de várias quadrilhas.A primeira arma da Previdência para combater as fraudes é o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Nele estão listadas as empresas e suas contribuições para o INSS, bem como os trabalhadores, inclusive os autônomos, e suas respectivas contribuições.Caso o benefício concedido não bata com os dados do CNIS, já é um alerta para a Previdência Social. De acordo com Cechin, as fraudes mais frequentes ocorridas no Rio de Janeiro dizem respeito à divergência na documentação apresentada pelo segurado no ato da habilitação ao benefício; benefícios concedidos com forma de filiação autônoma, com renda mensal incompatível com a vida contributiva e benefícios concedidos no mesmo dia, na mesma agência e com o mesmo valor por um determinado funcionário.O número de funcionários do INSS demitidos por envolvimento com fraudes nos últimos três anos alcança 360, sendo 168 no Rio de Janeiro.

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