Fraudadores do INSS são presos no Rio

Quatro pessoas - duas advogadas, um despachante e um aposentado - foram presas ontem por agentes da Polícia Federal, acusadas de integrar uma quadrilha de fraudadores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No escritório das advogadas, no centro, foram encontradas dezenas de carteiras de trabalho e de cartões magnéticos utilizados para retirar benefícios, além de documentos restritos do INSS e carimbos. Só no Rio de Janeiro, as fraudes descobertas em um ano somam R$ 60 milhões.Deusângela Cruz Pontes da Silva, de 40 anos, Valéria Brandão Camel, de 43, Odair Ruiz, de 49, e Walter Santoro, de 73, foram detidos após meses de investigação da PF. O valor da fraude ainda está sendo calculado. O titular da Delegacia da Prevenção e Repressão a Crimes contra a Previdência (Deleprev), Roberto Maia, disse que é provável que a quadrilha aja com conivência de funcionários do INSS."As fraudes são bastante complexas e muitas vezes envolvem os próprios funcionários", disse o delegado. "As quadrilhas têm diversas formas de atuar: apresentam falsas procurações de segurados para retirar seus benefícios, reativam seguro de pessoas já falecidas ou se dizem titulares de contas de outras pessoas."Segundo Maia, existem muitos escritórios na cidade que funcionam como centros de armazenamento de documentos falsos. Além da Polícia Federal, a Força-Tarefa envolve o Ministério Público e o INSS. Desde abril do ano passado, foram encontradas irregularidades em todos os postos do Rio vistoriados pela PF.

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