Frateschi defende petistas envolvidos em dossiê e critica Lula

Da coordenação da campanha para o ataque ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT. Este foi o movimento feito nesta quarta-feira pelo presidente estadual do PT, Paulo Frateschi, que saiu em defesa dos petistas envolvidos no episódio da compra do dossiê Vedoin - que seria usado para envolver tucanos na compra de ambulâncias superfaturadas - e criticou a posição adotada pelo presidente Lula.Frateschi foi substituído nesta terça-feira na coordenação de campanha de Lula em São Paulo pela ex-prefeita Marta Suplicy. Hoje, disse discordar da idéia de que esses militantes seriam "bandidos", "aloprados" ou teriam dado "um tiro no pé". "Eu não sou desses - como o Lula tratou, de uma maneira muito pesada, tiro no pé, aloprados", disse Frateschi, em referência a declarações feitas pelo presidente Lula sobre o episódio.Insistindo que "é claro" que o PT e o próprio presidente estão magoados com a atual situação, Frateschi afirmou que estas são pessoas "do PT, que têm história dentro do PT" e que teriam agido em resposta à forma como o partido foi "massacrado" por organismos como a imprensa e outras instituições desde a eclosão do episódio do mensalão. "O pessoal reagiu mal. Não são venais", afirmou. "Essa coisa de chamá-los de bandidos, eu não concordo. Não concordo mesmo. Não são bandidos".Apesar das declarações, Frateschi concordou com a idéia de que esses petistas deveriam ser afastados do partido, desde que as denúncias contra eles sejam comprovadas. Segundo ele, esta foi uma das questões colocadas durante reunião realizada hoje entre lideranças do PT paulista e parlamentares da legenda, para debater os passos da campanha de Lula para o segundo turno. "O PT tem que se manifestar. Me sinto extremamente à vontade nesse caso."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.