Foz do Iguaçu tenta melhorar sua imagem

A prefeitura e a Câmara de Foz do Iguaçu (PR) tentam limpar a imagem da cidade, desgastada com a associação ao terrorismo internacional e ao crime organizado. Enquanto os vereadores aprovaram, numa sessão tumultuada, uma moção que declara persona non grata o delegado local da Receita Federal, Mauro de Brito, por causa da repressão ao contrabando dos sacoleiros em Ciudad del Este, no Paraguai, a administração municipal entrou na Justiça Federal com uma ação contra o procurador da República Celso Três, de Caxias do Sul (RS), que acusa o município de ter abrigado os terroristas que, em 1994, explodiram uma entidade judaica na Argentina.O vice-prefeito Cláudio Rorato apresentou ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre, um processo de reparação de danos contra Três. O procurador havia dito que a Tríplice Fronteira é usada na lavagem de dinheiro de organizações terroristas. Ele afirma que Foz do Iguaçu é reduto de ilícitos e com uma grande população vinculada ao mundo árabe. De acordo com ele, a cidade foi superada apenas por São Paulo e Rio na transferência de dinheiro via contas CC-5.O procurador diz ainda que, além do uso dessas contas para enviar somas de forma ilegal ao exterior, a cidade abrigou os terroristas que cometeram o atentado contra a Associação Mutual Israelita (Amia), em Buenos Aires.Já os vereadores acreditam que as apreensões de mercadorias prejudicam a imagem e a economia do município. Há uma semana, houve um confronto armado entre sacoleiros e policiais chamados pela Receita para apreender produtos em cinco ônibus, no centro de Foz do Iguaçu.

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