"Formulações corporativas" não impedirão reforma, diz Tarso

O ministro da Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Social, Tarso Genro, disse que são legítimos os interesses da minoria do serviço público que tem se manifestado contra a reforma da Previdência, mas disse que não serão "duas ou três formulações corporativas" que mudarão a posição do governo em relação a matéria. Genro citou que a média do benefício da previdência no INSS é de R$ 374,89 enquanto sobe para R$ 2.272,00 no Executivo Federal e para R$ 12.500,00 no Ministério Público. O ministro disse que não estão sendo debatidos pontos relevantes da reforma, como a elevação do teto do INSS para R$ 2,4 mil. "Isto é uma revolução distributiva no Brasil, que atingirá milhões de trabalhadores e médio e longo prazo", afirmou o ministro. Ele comentou que a proposta do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social para a tributação dos inativos atingiria apenas os rendimentos superiores a esse teto. Mas os Estados pediram que o limite fosse reduzido para R$ 1,058. O ministro disse que, se houver elevação da isenção da contribuição para R$ 2,4 mil, não haveria problemas para a União, mas sim para os Estados. Ele lembrou que a proposta não é do PT, mas sim da coalizão de forças políticas, que representam a maioria da sociedade e dão sustentação ao governo. Segundo ele, uma "reforma jacobina" que fosse contra a base que elegeu o governo seria inviável e antidemocrática. ?Estas são as boas reformas possíveis", disse. Ele destacou ainda que a reforma tributária prevê a implantação do programa de renda mínima, que é uma política social, mas também é política de seguridade.

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