Forças Armadas só serão reequipadas após plano, diz Jobim

Ministro se refere ao plano estratégico de defesa nacional; estudo prevê investimentos de cerca de R$ 15 bi

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

26 de novembro de 2007 | 14h10

Em cerimônia de apresentação de sete novos oficiais-generais promovidos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, avisou aos militares que o processo de reequipamento das Forças Armadas só será desencadeado depois de concluído e aprovado o plano estratégico de defesa nacional, em setembro do ano que vem.       Veja também:    Brasil se rearma por mais peso na América Latina, diz 'El País'   "Acredito que após a aprovação do plano estratégico de defesa nacional poderemos, finalmente conseguir o aparelhamento tão desejado pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica", disse Jobim em discurso. Ele reiterou que "é preciso inserir a questão da defesa na agenda nacional" e defendeu que o desenvolvimento das Forças Armadas seja aliado ao desenvolvimento econômico e tecnológico do País.   Pelos planos em reestudo nas três Forças, o reaparelhamento pode ter investimentos de R$ 15,71 bilhões. Seriam R$ 3,61 bilhões para a Marinha, em 10 anos - R$ 1 bilhão só para o programa nuclear, montante a ratear ao longo dos próximos 8 anos. Outros R$ 6,7 bilhões para o Exército, em até 14 anos, e mais R$ 5,4 bilhões para a Aeronáutica, em um período um pouco menor, de 6 anos, por causa do grau de demanda tecnológica da Força e da exigência imposta pelo sucateamento atual.Apesar da previsão de longo prazo para o início do tão desejado reaparelhamento das três forças, o ministro da Defesa informou aos militares, ainda no discurso, que "o presidente da República tem plena consciência das enormes dificuldades que os oficiais promovidos irão encontrar no exercício das suas funções". E lembrou que, por isso mesmo, "tem tratado da situação orçamentária das Forças Armadas".Ele tem repetido que, para 2008, já conseguiu elevar o orçamento da Força de R$ 6 bilhões para R$ 9 bilhões e que este valor ainda poderá ser elevado para R$ 10 bilhões, a serem empregados em custeio e investimentos. "O governo tem um sério compromisso com os militares. As Forças Armadas, além dos papéis constitucionais, tem contribuído com o PAC (programa de aceleração do crescimento)", declarou o ministro, ao citar as obras de engenharia que estão a cargo do Exército.EstudosAo se referir ao plano estratégico, o ministro lembrou que os estudos estão sendo realizados para que se defina de que tipo de Forças Armadas o País precisa. O reequipamento, segundo ele, será definido para atender a estes objetivos. "O presidente da República e o Ministério da Defesa querem nossas Forças Armadas orgulhosas dos armamentos, tudo para servir o País", observou Jobim. "Queremos militares altivos, equipados, treinados e motivados profissionalmente."   Texto ampliado às 15h41

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