Forças Armadas reconhecem crimes na ditadura

As Forças Armadas reconheceram em ofício enviado à Comissão Nacional da Verdade na sexta-feira passada a morte e desaparecimentos de pessoas durante a ditadura militar. "O ordenamento normativo reconheceu a responsabilidade do Estado pela morte e desaparecimento de pessoas durante o regime militar, bem como pelos atos de exceção praticados no período de 18 de setembro de 1946 a 05 de outubro de 1988", escreveu o ministro da Defesa, Celso Amorim.

O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2014 | 02h02

Para o ministro, a criação da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos - que admitiu a culpa do Estado e indenizou familiares de vítimas do regime - e também da Comissão de Anistia, que até hoje julga perseguições políticas ocorridas naquela época, já são exemplos do reconhecimento oficial, inclusive por parte dos militares, das violações de direitos humanos. "O Estado Brasileiro, por meio das autoridades legalmente instituídas para esse fim, já reconheceu a existência das lamentáveis violações de direitos humanos ocorridas no passado e assumiu sua responsabilidade pelo cometimento desses atos", escreveu.

O ofício de Amorim foi uma resposta a um pedido de esclarecimentos feito em agosto pela Comissão Nacional da Verdade. O colegiado requereu ao Ministério da Defesa e às Forças Armadas que esclarecessem se confirmavam ou negavam as informações sobre graves violações de direitos humanos apresentadas no relatório da comissão de 18 de fevereiro deste ano. No relatório, foram pedidas a abertura das sindicâncias.

Tudo o que sabemos sobre:
Ditadura militar

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.