Forças Armadas montarão 3 hospitais no combate à dengue

Além disso, 500 militares vão ajudar no extermínio da doença; os hospitais, com 140 leitos, funcionarão 24 horas

Reuters,

27 de março de 2008 | 13h38

As Forças Armadas vão ajudar no combate à dengue no Rio de Janeiro com três hospitais de campanha e com a participação de 500 militares em ações de combate ao mosquito transmissor da doença, informou nesta quinta-feira, 27, o Ministério da Saúde. Exército, Marinha e Aeronáutica montarão hospitais de campanha na região metropolitana do Rio para dar suporte à rede pública de saúde, que tem sido insuficiente para atender o grande número de casos neste início de ano.    Veja também: Especial - A ameaça da dengueRio deixou de investir repasse da Saúde contra dengue, diz TCMPara especialista, epidemia de dengue é a mais grave do RioTemporão diz que Maia sabia do risco de epidemia de dengue Cesar Maia acusa ministério de omissão 'criminosa' por dengueMedo da dengue aumenta procura por repelentes no RioPM pode arrombar porta de quem dificultar trabalho de agenteDengue atinge status de epidemia no RioAté agora, 43.523 casos de dengue foram notificados no Rio de Janeiro em 2007. Dos 114 óbitos registrados como suspeitos, 54 foram confirmados, sendo 27 crianças de 2 a 13 anos. A capital responde pela maioria dos óbitos estaduais, com 31 mortos. Em todo o ano passado, houve 31 mortes por dengue no Estado. Na capital, foram registrados por enquanto 28.233 casos neste ano, ante os 25.107 de todo o ano de 2007. Nos três hospitais de campanha, que funcionarão 24 horas a partir de segunda-feira, 1.200 militares estarão em ação para receber os pacientes que já tiverem passado antes por atendimento em hospitais da rede pública. Ao todo, serão 140 leitos de hidratação sob responsabilidade das Forças Armadas. "Estes hospitais de campanha estarão funcionado a partir de segunda e estão previstos para ficarem em funcionamento durante a epidemia. A previsão é que até 31 de maio a epidemia tenha sido reduzida a níveis adequados. Mas caso persista, as Forças Armadas continuarão", disse a jornalistas no Rio de Janeiro o secretário nacional de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, José Noronha. O hospital do Exército será montado em Deodoro e o da Aeronáutica, na Barra da Tijuca, ambos na zona oeste, enquanto o da Marinha ficará no município de Nova Iguaçu, na baixada fluminense, onde também é grande a incidência de casos. Também serão destacados 500 militares das Forças Armadas para atuar ao lado de 1.200 homens do Corpo de Bombeiros que já estão em ação no combate ao mosquito ao mosquito transmissor Aedes aegypti em áreas de risco. "A dengue está tendo altos índices de letalidade no Rio de Janeiro e as medidas necessitam ser intensificadas porque a epidemia atingiu níveis insuportáveis. Mais de 50 óbitos é inaceitável para qualquer autoridade sanitária", disse o secretário. Na segunda-feira, o governo estadual inaugurou três tendas de hidratação com a mesma função dos hospitais militares. Outras duas tendas serão inauguradas em breve, segundo o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes. "Queremos diminuir o curso da doença, principalmente diminuir a letalidade. Acreditamos que a maneira de conseguir essa diminuição é garantir atendimento e hidratação em massa dos pacientes", disse o secretário.

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