Forças Armadas mobilizam 14 mil em guerra simulada

Operação Charrua será realizada nos três Estados do Sul e poderá ser acompanhada pela internet

Elder Ogliari, PORTO ALEGRE, O Estadao de S.Paulo

10 de novembro de 2007 | 00h00

A Região Sul será palco de uma guerra simulada, promovida pelo Ministério da Defesa e denominada Operação Charrua 2007. Definido pelas Forças Armadas como o maior exercício militar combinado da América Latina, o treinamento vai movimentar 14 mil pessoas entre domingo e 21 de novembro nos Estados de Santa Catarina, Paraná e rio Grande do Sul.O Exército participará com 8 mil soldados de 3 divisões, 13 brigadas e 80 unidades. A Marinha usará na operação 4 mil homens e mulheres,15 navios, 1 submarino e 13 helicópteros. Já a Aeronáutica porá em ação 1,9 mil militares de 19 unidades e 58 aviões. O exercício poderá ser acompanhado pela internet, no site www.charrua.mil.br.Na operação, as forças estarão divididas entre dois países fictícios. Um deles, denominado Vermelho, fica no sul do Rio Grande do Sul, e sua missão será tentar tomar uma área em litígio que está sob controle do outro país, chamado de Azul e localizado num território bem maior, que vai do norte do Rio Grande do Sul à divisa do Paraná com São Paulo. As manobras incluem exercícios de ataque e defesa no mar, na costa e no interior do Rio Grande do Sul.COMANDO"O grande objetivo é treinar as células de comando e desdobrar o exercício para as tropas", explicou o general José Elito Carvalho Siqueira, comandante militar do Sul. Ele será o comandante do Teatro de Operações da Charrua 2007. "São ações que concorrem para o fortalecimento da capacidade de dissuasão e, ao mesmo tempo, contribuem para maior visibilidade da presença militar em regiões da fronteira sul do País", contou.O general Elito negou que haja ligação entre o exercício e as notícias da compra de armamentos pela Venezuela. Ele contou que a Operação Charrua já é feita há alguns anos e esta edição vinha sendo preparada desde o ano passado. "O treinamento é rotina num Exército que existe há 300 anos. A única maneira de estarmos prontos para o que o Brasil precisa é treinando."

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