Forças Armadas devem US$ 80 milhões à Embratel

O ministro da Defesa, Geraldo Quintão, está estudando uma saída para a dívida cobrada pela Embratel, no valor de US$ 80 milhões - mais de R$ 210 milhões - referente ao pagamento pelo uso de canais de satélites norte-americanos pelas Forças Armadas brasileiras.Os militares estão preocupados. Se o sistema for cortado, toda a rede entre comandos e autoridades do governo, aí incluído o presidente da República, será afetada.Trata-se de um sistema alternativo de comunicação, usado em casos de emergência ou pane na rede telefônica. Este sistema de comunicações é utilizado pelas Forças Armadas há quinze anos, desde quando foi instalado o Siscomis - Sistema de Comunicações Militares por satélites.Como a Embratel era uma empresa do governo, o então Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), que foi o embrião do Ministério da Defesa, não pagava pelo aluguel do satélite.Quando a Embratel foi privatizada, o governo perdeu a exclusividade do uso do satélite, embora os militares tivessem advertido para a sua importância estratégica.A empresa, agora, resolveu cobrar a dívida, com efeito retroativo ao tempo que o sistema foi criado. O vice-presidente executivo de Marketing e Vendas da Embratel, Eduardo Levy, informou que a empresa está analisando o histórico do uso do sistema, também conhecido como banda X.Existem três caminhos a serem tomados neste momento pelo ministro Quintão: deixar que o contrato seja cancelado, com a suspensão do fornecimento do serviço, negociar a dívida ou entregar o caso para a Justiça.

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