Força terrestre precisa de rede de satélites

O Comando do Exército não incluiu em sua lista de compras o projeto que pode colocar a maior das três Forças na vanguarda da tecnologia militar - um centro de controle e uma rede de observação, produção e análise de imagens por satélite. O plano evolui há cerca de cinco anos e já tem alguns resultados práticos. A unidade de monitoramento por satélite da Embrapa, em Campinas, que presta serviços de processamento de imagens para o Exército, foi transferida para um prédio novo, na área da Brigada de Infantaria Leve. A agência reúne o melhor time de especialistas do País nesse campo. Considerado o território nacional mais os limites estratégicos, totalizando mais de 10 milhões de quilômetros quadrados, a adoção de um sistema de vigilância e acompanhamento de alta precisão a partir de um conjunto de olhos e ouvidos digitais mantidos em órbita é essencial. Os equipamentos listados como prioritários pelo comando, de fuzis aos sensores eletrônicos para controle do arco norte-noroeste representam a consolidação de necessidades explicitadas desde o ano 2000. Os mais novos blindados brasileiros têm cerca de 20 anos. Os FAL foram adotados em 1967. E, pela primeira vez, haverá radares terrestres de alcance variável no inventário da tropa.

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