Força-tarefa tenta combater propaganda eleitoral antecipada nas redes sociais

Procuradoria Regional Eleitoral no Rio cria equipe para monitorar páginas e perfis; 160 registros já foram identificados

WILSON TOSTA, Agência Estado

25 de março de 2014 | 14h41

RIO - Um força-tarefa para identificar supostos casos de propaganda eleitoral antecipada na internet, principalmente nas redes sociais, foi formada na Procuradoria Regional Eleitoral no Rio (PRE-RJ). O grupo já levantou mais de 160 sites, entre páginas pessoais, blogs e perfis no Facebook e Twitter. Segundo a legislação eleitoral, só pode haver campanha após 5 de julho.

A atividade foi dividida por toda a equipe do gabinete eleitoral, que monitora frequentemente o que é publicado. Sites de parentes dos pré-candidatos também estão sob monitoramento.

"A internet é um poderoso veículo de comunicação e serve também para propagação de atos ilícitos, como a propaganda eleitoral antecipada. Com essa força-tarefa, buscamos combater esses atos", diz o procurador regional eleitoral Paulo Roberto Bérenger.

Os três procuradores eleitorais auxiliares - João Marcos Marcondes, Maria Helena de Paula e Paulo Fernando Corrêa - examinam os materiais com indício de irregularidade encontrados pela equipe da PRE. Preparam para cada caso um dossiê com cópias impressas do conteúdo digital com possível irregularidade. Os procuradores eleitorais auxiliares recebem os materiais em rodízio e analisam se cabe ou não mover uma ação contra o político no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Há duas semanas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar para determinar a retirada imediata de uma página no Facebook favorável ao pré-candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves. No início do mês, uma página "Eduardo Campos Presidente", também no Facebook, foi retirada por decisão do TSE. A página foi considerada propaganda antecipada ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

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