Força-Tarefa nega saída de policiais do Espírito Santo

O coordenador da missão especial da Polícia Federal, criada para combater o crime organizado no Espírito Santo, delegado José Paulo Rubim Rodrigues, negou nesta quinta-feira que os agentes da força-tarefa tenham intenção de abandonar as investigações por causa da falta de pagamento das diárias. Os policiais estão há 26 dias no Estado, arcando com as contas de hotel, alimentação e transporte do próprio bolso.O delegado disse que parte das diárias já foi paga e culpou o Ministério da Justiça pelo atraso no repasse dinheiro. "Eu mesmo já recebi minhas diárias, assim como outros vários policiais com quem conversei", disse o delegado.O presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Espírito Santo (Sinpef), Paulo Roberto Poloni, garantiu que os 60 homens que integram a força-tarefa estão dispostos a voltar para as cidades de origem, caso não recebam as diárias. ?Os agentes estão sendo obrigados a pagar todas as contas do próprio bolso para se manter no Espírito Santo. Eles ainda arcam com as obrigações que têm em casa?, afirmou.Para Poloni, o pagamento das diárias foi feito apenas para delegados e de alguns policiais. De acordo com o sindicalista, os agentes não receberam condições para investigar o crime organizado no Espírito Santo. ?Não há nada que prenda legalmente os policiais da força-tarefa no Estado, a não ser a vontade de trabalhar e dar respostas à sociedade?.Poloni estava até hoje no Rio, onde participou de um congresso de policiais federais. Ele disse que a categoria se reúne na segunda-feira em Vitória, para decidir o que fazer, caso o governo não pague as diárias. Hoje, a direção da Polícia Federal anunciou a liberação de R$ 1 milhão para o pagamento das diárias dos policiais e demais despesas relacionadas com a ação federal de combate ao crime organizado no Espírito Santo.Segundo o diretor-geral da PF, Armando de Assis Possa, o repasse da verba para o Espírito Santo deve ocorrer no início da próxima semana. Nota divulgada pela Polícia Federal garante que ?as dificuldades pelas quais (a PF) passou em razão da falta de repasses financeiros (...) em momento algum colocou em risco a execução da ação federal de combate ao crime organizado no Espírito Santo?.

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