Força Sindical também pode negociar reformas

A Força Sindical também pode vir a negociar com o governo Lula e com o Congresso Nacional alguns pontos da reforma da Previdência a ser enviada pela União ao Legislativo nos próximos dias. O presidente da central sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse que o assunto será discutido após o feriado da Páscoa. A entidade, no entanto, diz que a maior parte das propostas do governo em relação à reforma coincidem com os pleitos da entidade sindical. "Acho que fomos mais atendidos e ouvidos do que a CUT", diz Paulinho referindo-se à Central Única dos Trabalhadores, que criticou vários pontos do projeto do governo. "Eles (integrantes da CUT) estão descontentes porque são funcionários públicos. Nós não", disse o presidente da Força.Paulinho reiterou que uma possível negociação com o governo e ou com o Congresso será definida apenas na semana que vem. "Na próxima semana vamos sentar e discutir a questão. Mas acho que o momento é mais para discutir com o Congresso", disse ele, acrescentando que a Força Sindical aprova vários pontos da reforma acordados ontem entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os 27 governadores.Paulinho disse que a Força aprovou o teto de R$ 2.400,00, definido pelo governo para aposentadoria dos futuros funcionários. "Era isso que defendíamos."Segundo o presidente da Força, a entidade tem dúvidas em relação ao aumento da idade mínima para a aposentadoria dos servidores públicos. De acordo com proposta a ser enviada pelo governo ao Congresso, a idade mínima para as aposentadorias dos atuais e futuros funcionários públicos passaria a ser de 60 anos para homens e 55 para mulheres. "Temos dúvidas em relação à questão da idade. Mas também não podemos dizer, neste momento, que somos contra. Precisamos estudar melhor essa questão", afirmou Paulinho.

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