Força Sindical pede afastamento de Palocci

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, pediu em nota o imediato afastamento do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. De acordo com Paulinho, os esclarecimentos que Palocci deu sobre seu patrimônio e a atuação de sua empresa, a consultoria Projeto, não foram suficientes e a permanência do ministro prejudica o governo da presidente Dilma Rousseff.

ANNE WARTH, Agência Estado

06 de junho de 2011 | 12h55

"As evidências de ter praticado atitudes não republicanas que pairam sobre o ministro fazem com que sua credibilidade vá, a cada dia, se deteriorando", afirmou o deputado, em nota. "O imediato afastamento do ministro só trará benefícios para o País, que vive um bom momento econômico, com pleno emprego e sinais de controle inflacionário, mas começa a sentir a paralisia política do governo devido às incertezas que cercam o atual ocupante da Casa Civil do Palácio do Planalto", acrescentou.

Na nota oficial, Paulinho afirma que Palocci ainda precisa dar explicações à população e condena a postura do ministro. "O povo brasileiro está vendo com ceticismo a defesa apresentada para tais denúncias, e anseia por uma resposta convincente e verdadeira", afirmou. "Ocupante este que tem a importante função de articulador político e âncora do governo, mas que, infelizmente, tornou-se refém do silêncio, passando a acreditar apenas no tempo como seu aliado".

Na avaliação dele, a permanência de Palocci no cargo paralisa o governo Dilma. "O projeto de governo, vitorioso nas últimas eleições, não pode permitir compromisso com o erro e com a falta de lisura por parte de membros do governo, muito menos por funcionários de tão importante função", afirmou. "Privar os brasileiros da verdade sobre os atos do ministro Palocci é uma atitude que gera suspeita sobre o governo e de seus integrantes para com os cidadãos, o que não é saudável em uma plena democracia".

Tudo o que sabemos sobre:
Antonio Palocciministropatrimônio

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.