Força Sindical diz ser contra aposentadoria integral

A Força Sindical, segunda maior central do País, é contrária à manutenção da aposentadoria integral aos atuais servidores públicos federais. "Ao aceitar a integralidade para os atuais funcionários, o governo quebra a proposta a que se propôs a fazer", avalia o secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna."Queremos um sistema único de Previdência Social, para trabalhadores dos serviços público e privado, e com essa diferenciação e manutenção de privilégios fica inviável pensar no sistema único", complementa.Para a central, o governo deve permitir apenas a aposentadoria integral para os servidores que já preencham todas as condições de se aposentar no momento em que a nova legislação entrar em vigor. Após a promulgação da lei, ele entende que os servidores da ativa que não preencheram os requisitos, com "expectativa de direito", passem a atender a nova legislação."O governo pensa que a reforma só envolve o funcionalismo público e esquece dos efeitos prejudiciais ou de melhoria dessa reforma no setor privado", comenta. "Por isso, manteve interlocução apenas com a CUT", acusa. O secretário-geral da Força também avalia que, a exceção à Central Única dos Trabalhadores (CUT), as demais centrais foram "alijadas" das discussões sobre a reforma.Juruna diz que pediu audiência com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), para pedir ao tucano a manutenção do texto original da reforma. "Vamos exercer nosso legítimo poder de pressão porque defendemos a manutenção da proposta original", explica.A Força Sindical promete realizar na próxima terca-feira (22/7) uma panfletagem em São Paulo para "denunciar o alijamento que está sofrendo do governo e também para criticar as concessões feitas pelo governo Lula na reforma".

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