Força Sindical critica restrição do direito de greve

A Força Sindical considerou "desfavorável" a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringe o direito de greve dos servidores públicos. A Força afirma, em nota, que o movimento sindical não pode ser engessado com legislações limitadoras. "A Força Sindical irá defender no Congresso Nacional melhorias na proposta aprovada ontem pelos ministros do STF", afirmou o presidente da central sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Paulinho aponta a falta de garantia de negociação coletiva no setor público como o principal fator desencadeador de greves. "Os trabalhadores deste setor não têm garantida essa negociação, nem na lei e nem na Constituição. Por isso é que há greves, para pressionar os governos federal, estaduais e municipais a abrirem negociações", disse, em nota. Além disso, segundo o presidente da Força Sindical, a ausência de data-base é outro ponto que aumenta a possibilidade de paralisação. "Todas as categorias do setor privado têm data-base, o que obriga o patronato a negociar. Já o setor público não tem data-base, o que gera aumento de conflito e acirramento devido à falta de negociação." A Força Sindical afirmou ainda que concorda com a determinação do STF da obrigatoriedade de comunicar ao governo, com 48 horas de antecedência, antes do início da greve e, de 72 horas, em caso de serviços essenciais e que se mantenha o atendimento básico durante as paralisações promovidas pelas entidades de trabalhadores do serviço público.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.