Força Sindical ataca operação da Abin em Suape

A direção nacional da Força Sindical repudiou "com veemência" o monitoramento do movimento sindical no Porto de Suape pela Abin. Em nota assinada por seu presidente, o deputado Paulinho da Força, a entidade insistiu que não vai se calar "diante desta nefasta tentativa de utilizar órgãos de espionagem especializada, com viés autoritário, para controlar os movimentos sociais".

JOÃO DOMINGOS, Agência Estado

04 Abril 2013 | 20h32

Ainda segundo a nota, "é inadmissível que um governo oriundo de um Partido que tem como berço o movimento sindical faça uso de práticas conhecidas e utilizadas por órgãos de repressão, fruto de governos que perseguem e não aceitam que um dos pilares da democracia é o debate de ideais e o reconhecimento do contraditório".

Paralisação

Possível candidato à Presidência em 2014, Campos lidera o movimento de oposição à medida provisória dos portos. Reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo revelou que a operação foi coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), pasta que comanda a Abin, para verificar se estivadores do Estado poderiam irradiar paralisações em portos brasileiros, com eventual desgaste político para a presidente Dilma Rousseff.

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