Força pretende reagir às demissões do apagão

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Siva, o Paulinho, afirmou nesta quinta, na abertura do 4º Congresso Nacional de sua entidade, que os trabalhadores vão resistir ao processo de demissão em massa que pode ocorrer no País em conseqüência do racionamento de energia."Vamos resistir às demissões e não aceitaremos negociar benefícios em troca do emprego", disse. Ele defende o banco de horas "como única opção viável", mas disse que há resistência por parte dos trabalhadores".Ameaça está no arPaulinho acha que a ameaça de demissão que está no ar "pode ser também uma pressão dos empresários para não dar aumento salarial". Isto porque, segundo ele, "muitas empresas conseguiram resolver o problema de racionamento". Por causa dessa dúvida, ele está pregando que se dê um tempo para a situação ficar mais clara. "Vamos esperar mais um mês para ver se isso é verdade".Já o pré-candidato a presidente da República pelo Partido Popular Socialista (PPS), Ciro Gomes, mostrou-se muito preocupado com a questão energética.?Momento de convergência""Este é o momento de maior incerteza na história moderna brasileira", disse ele, destacando que "a saída para essa crise não está em apenas criticar os sabores desagradáveis, como desemprego, violência e apagão, mas envolver a sociedade num grande esforço de convergência para um debate pluralista da questão".O 4º Congresso Nacional da Força Sindical foi aberto nesta quinta-feira pela manhã, numa cerimonia que contou com a presença do governador Geraldo Alckmin, do ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, e da alta cúpula do Partido Popular Socialista: o presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire, e o pré-candidato presidencial Ciro Gomes.Cerca de 5 mil líderes sindicais estão participando do encontro, que está sendo realizado em gigantescas tendas armadas na avenida dos Sindicatos, que reúne colonias de férias das entidades sindicais.O congresso será encerrado nesta sexta-feira à tarde, com a eleição da nova diretoria. Paulo Pereira da Silva encabeça a chapa única e será reeleito.

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