Força Nacional não vai ser enviada ao Rio imediatamente

Decisão foi tomada em reunião de Tarso Genro e presidentes do TRE-RJ e TSE, nesta tarde, em Brasília

Agência Brasil

30 Julho 2008 | 17h30

Ficou para o dia 11 de agosto a decisão se forças federais serão enviadas ao Rio de Janeiro para garantir a segurança das eleições no Estado. A decisão foi tomada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, e os presidentes do Tribunal Superior Eleitora l(TSE), ministro Carlos Ayres Britto, e do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Roberto Wider, em reunião agora à tarde em Brasília. Até lá será feita uma avaliação dos resultados das providências que serão adotadas pelo TRE, anunciadas na terça-feira.   Veja também: Candidatos reagem a 'currais' do tráfico e milícias no Rio Tarso quer PF para apurar atuação do tráfico em eleição no Rio No Rio, candidata faz campanha com escolta Deputado suspeito de ligação com milícias é preso no Rio Conheça os candidatos nas principais capitais  Calendário eleitoral das eleições deste ano  Especial tira dúvidas do eleitor sobre as eleições    Veja as regras para as eleições municipais     "Nossa constatação é de que num primeiro momento a Força Nacional de Segurança não precisa ser solicitada. Há uma programação de trabalho dentro de um prazo curto, e daí verificamos as demais necessidades para preservar o direito das comunidades do Rio de Janeiro", afirmou o ministro Tarso Genro.   A Polícia Federal  vai enviar na próxima semana ao Rio de Janeiro uma equipe de agentes para reforçar o combate às milícias e traficantes que querem impor seus candidatos nas eleições municipais de outubro, inclusive impedindo campanhas de candidatos nas comunidades e o trabalho da imprensa.   A  polêmica sobre a falta da segurança nas eleições fluminenses ficou latente no último sábado, quando fotógrafos de três veículos da imprensa do Rio foram obrigados por traficantes armados da Vila Cruzeiro (Penha, zona norte) a apagar as imagens registradas durante campanha do senador Marcelo Crivella (PRB), em que ele aparecia cumprimentando supostos traficantes. As fotos foram recuperadas por um software especial e publicadas. Dois dias antes, a polícia encontrou na Rocinha (São Conrado, zona sul) uma espécie de ata de uma suposta reunião na favela, que teria sido redigida por traficantes, em que se determinava "todo empenho para o candidato da Rocinha".   Desde 6 de julho, quando a campanha para prefeito e vereador começou oficialmente, o TRE-RJ já recebeu mais de 20 denúncias . Rocinha , complexo de favelas da Penha (em especial Vila Cruzeiro) e morro do Vidigal são as áreas dominadas pelo tráfico citadas nesses informes. As áreas controladas por milicianos , todas na zona oeste, são favelas de Santa Cruz, Jacarepaguá, Rio das Pedras (uma favela em Jacarepaguá) e Carobinha. Esta última seria controlada pela "Liga da Justiça", milícia que, segundo a polícia, é comandada pelo vereador Jerônimo Guimarães (PMDB) e seu irmão, o deputado estadual Natalino Guimarães (DEM).

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