Força Nacional mantém 1.200 homens no Rio sem tempo determinado

O ministro da Justiça, TarsoGenro, e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB),anunciaram nesta quinta-feira que 1.200 homens da ForçaNacional de Segurança e 550 viaturas permanecerão no Estadoapós terem sido empregados durante os Jogos Pan-Americanos,encerrados no mês passado. A permanência não tem prazo definido e outros 500 policiaisda Força ficarão de prontidão em Brasília para qualquersolicitação extraordinária. "Eles ficarão o tempo que for necessário para a implantaçãodo Pronasci (Programa Nacional de Segurança com Cidadania).Eles podem ficar seis meses, um ano ou quatro anos", afirmouTarso Genro a jornalistas, no Palácio Guanabara, sede dogoverno estadual. O governador Sérgio Cabral elogiou a iniciativa do governofederal de investir em um programa que combina ações deprevenção, serviços sociais e formação de policiais. "É a primeira vez que o governo federal bota a mão nessacumbuca difícil da segurança pública, que até então eraproblema dos Estados", comentou. Cabral afirmou que desistiu do apoio das Forças Armadas nocombate à violência no Rio, que solicitara antes do Pan. "Infelizmente, há questões constitucionais para seremsolucionadas. Por enquanto, só um apoio logístico serásolicitado", disse o governador. Ele afirmou que em 30 dias vai receber uma proposta dogoverno federal de adesão ao Pronasci e a partir daí pedirárecursos para a área de segurança do Rio de Janeiro. O programaprevê investimentos de 6,7 bilhões de reais em segurançapública. "Essas agregações que a União vai fazer dentro do Pronascidependem das demandas do governo do Estado", frisou Tarso. Cabral adiantou que vai solicitar recursos para a bolsa deformação dos policiais, para investimento na formação deagentes que irão trabalhar em comunidades carentes e para aconstrução de um presídio federal no Estado. "Até o final do ano pretendemos já ter em operação osprojetos que podem começar no Rio de Janeiro. Mas o ponto ótimosó será alcançado no ano que vem", disse Tarso, que cogitouaumentar o efetivo da Polícia Rodoviária Federal no Estado doRio de Janeiro. O secretário nacional do Ministério da Justiça, AntônioCarlos Biscaia, anunciou que até o fim do ano serão implantadosno Rio de Janeiro e São Paulo laboratórios contra lavagem dedinheiro.

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