Força Nacional é 'bem-vinda' para garantir eleições, diz Cabral

Governador diz que não cabe a ele fazer o pedido e que quem tem que avaliar isso é a autoridade eleitoral

da Redação

28 de julho de 2008 | 15h13

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse que o reforço da Força Nacional para combater currais eleitorais no Estado é bem-vindo. Ele disse que não cabe a ele pedir a atuação de uma força-tarefa, e sim, a Justiça Eleitoral. "Quem tem que avaliar se o Rio de Janeiro precisa de força tarefa é a autoridade eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral, fundamentalmente, e o próprio Tribunal Superior Eleitoral".   Veja também: Candidatos reagem a 'currais' do tráfico e milícias no Rio Tarso quer PF para apurar atuação do tráfico em eleição no Rio No Rio, candidata faz campanha com escolta Deputado suspeito de ligação com milícias é preso no Rio Conheça os candidatos nas principais capitais  Calendário eleitoral das eleições deste ano  Especial tira dúvidas do eleitor sobre as eleições    Veja as regras para as eleições municipais   "Tudo o que vier para somar e dar tranqüilidade é bem-vindo". A Polícia Civil do Rio investiga ameaças de grupos paramilitares contra eleitores e candidatos. Há suspeitas de que quadrilhas estariam cerceando campanhas políticas e impondo candidatos. Para tratar do assunto, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Roberto Wider, vai se encontrar ainda hoje como deputado estadual Marcelo Freixo, presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias.   A expectativa é de que Wider leve as denúncias da CPI ao Tribunal Superior Eleitoral. Na próxima quarta-feira, Wider deve se encontrar com o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, em Brasília. O TSE também recebeu denúncias do cerceamento a campanhas em favelas cariocas. Nesta manhã, o ministro da Justiça, Tarso Genro, também se pronunciou sobre o uso da Força Nacional no Rio. Ele esclareceu que a Justiça Eleitoral pode pedir o reforço a qualquer momento. Para ele, a violência no estado atinge a esfera político-eleitoral e requer uma atuação rápida.   (Com Agência Brasil)   Texto atualizado às 17h30

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