Força iniciará protestos contra reforma da Previdência

A Força Sindical inicia amanhã uma série de protestos contra o texto da reforma da Previdência em tramitação na Câmara. Segundo o secretário-geral da central, João Carlos Gonçalves, o Juruna, a Força é contrária a manutenção da aposentadoria integral e paridade para os atuais servidores públicos. "Essa reforma é um fiasco. Queremos a volta do texto original encaminhado pelo governo ao Congresso, com o fim da paridade e da integralidade", informa. "Se os servidores querem manter privilégios, não vamos aceitar isso calado", afirma. Amanhã, às 11h, a Força realiza uma panfletagem no Viaduto do Chá, centro de São Paulo, para "conscientizar" a população sobre a necessidade de manutenção do texto original da reforma. Para quarta-feira, o maior sindicado ligado à central, o dos Metalúrgicos de São Paulo, anuncia paralisações de uma hora em 25 fábricas paulistanas. "Durante oito dias vamos interromper a produção de 25 fábricas por dia. Vamos barrar essa reforma", afirma o presidente do Sindicato, Eleno José Bezerra, que estima que, a cada dia, 15 mil trabalhadores cruzarão os braços. A interrupção das atividades produtivas acontecerá sempre no início dos trabalhos nas indústrias, entre 6h e 7h e o Sindicato informará o nome das 25 empresas que sofrerão a paralisação de suas linhas somente no dia anterior a cada ato. Eleno e Juruna explicam que, embora inicialmente a campanha da Força seja em São Paulo, o encontro mantido hoje da Diretoria Executiva da central estabeleceu que atos similares acontecerão em todo o País a partir da próxima semana.

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