Força espera convite do governo para debater Previdência

A Força Sindical vai esperar o governo federal convocar as centrais sindicais para debater os pontos polêmicos da reforma previdenciária, para então apresentar seus pontos de discordância ao projeto que será encaminhado ao Congresso. Por enquanto, segundo o presidente da central, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, a Força se manterá como mera espectadora das desavenças entre o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que se mostrou até agora a mais desconfortável com a proposta apresentada pelo governo. "Vamos deixar a briga entre os dois (CUT e governo) rolar. Depois, quando o governo julgar conveniente chamar as outras centrais, apresentaremos nossas propostas", afirma. O líder sindical diz ainda que, de uma forma geral, a proposta do governo atende a maior parte das reivindicações da Força para a reforma da Previdência. "Defendemos a taxação dos inativos com salários superiores à R$ 2,4 mil, porque apenas 5% dos trabalhadores do setor privado e 15% dos do setor público recebem acima desse valor. A maior parte da população estará isenta", justifica. Paulinho adianta, porém, que a central não pretende ceder em relação à eliminação completa dos encargos previdenciários sobre folha de pagamento, com a transferência para o faturamento das empresas. "Também temos dúvidas sobre estabelecer idade mínima para aposentadoria. A Força sempre defendeu que o critério deve se basear em tempo de contribuição", esclareceu. Veja o índice de notícias sobre as reformas

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