Foragido, Álvaro Lins deve se entregar à PF nesta sexta-feira

Na última quinta-feira, Justiça decretou nova prisão do ex-deputado, que foi cassado pela Alerj esta semana

Da Redação,

15 de agosto de 2008 | 12h06

Foragido, o ex-deputado Álvaro Lins pode se apresentar ainda nesta sexta-feira, 15, à Polícia Federal do Rio, segundo informou a rádio CBN. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região decretou na quinta-feira a prisão preventiva do deputado estadual cassado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro.    O advogado de Lins, Ubiratan Guedes, afirmou que está tratando dos detalhes de como será sua apresentação. Segundo Guedes, como Lins já foi chefe de polícia do Rio sua apresentação requer alguns cuidados.   Veja também: Justiça decreta nova prisão do deputado cassado Álvaro Lins Lins recorrerá ao TJ-RJ para retomar mandato Assembléia do Rio cassa mandato do deputado Álvaro Lins   O ex-deputado é acusado de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis quando era chefe da Polícia Civil do Estado, de 2000 a 2006, nos governos de Anthony Garotinho e Rosinha Matheus, todos do PMDB. Ele é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e formação de quadrilha armada.   Esta semana, Lins teve o mandato cassado pelo plenário da Assembléia Legislativa do Rio por quebra de decoro parlamentar.   Segundo a CBN, policiais estiveram na noite de quinta no apartamento de Lins, mas ele não foi encontrado. Seu advogado declarou que o ex-deputado estava internado em uma clínica particular com sintomas de depressão.   Lins foi preso no fim de maio durante a operação Segurança Pública S/A, da Polícia Federal (PF). Na ocasião, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de Garotinho, acusado de ter dado sustentação política à "organização criminosa" supostamente comandada por Lins. A prisão, porém, durou pouco - ele foi solto no dia seguinte, por decisão de colegas da assembléia (40 votos a 15), que a consideraram, na época, "ilegal".   O relatório aprovado pelo Conselho de Ética é baseado principalmente nas provas enviadas pela PF. O corregedor da Casa, deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), comentou a decisão de Lins de retirar o recurso que havia apresentado na sexta-feira à CCJ: "Talvez o deputado tenha avaliado que politicamente teria menos desgaste assim." Lins nega as acusações. Nesta segunda, antes de retirar o recurso, ele alegou que houve cerceamento de defesa.    

Tudo o que sabemos sobre:
Álvaro Linsprisão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.