Fora da disputa, Aécio volta a pressionar Serra por definição

Mineiro descarta vice e diz que, ao abandonar corrida, fica claro que paulista será o candidato do PSDB

Eduardo Kattah e Raquel Massote, de O Estado de S.Paulo,

05 de janeiro de 2010 | 20h03

Dizendo-se pré-candidato ao Senado pelo PSDB de Minas Gerais, o governador Aécio Neves (PSDB) afirmou nesta terça-feira, 5, que a decisão de se retirar da disputa pela indicação como presidenciável tucano deixa claro que o governador de São Paulo, José Serra, será o nome do partido em 2010. Aécio voltou a defender que a definição do candidato presidencial ocorra o quanto antes e novamente assegurou que não cogita a hipótese de ser vice numa chapa puro-sangue.

"Acho que no momento em que eu me afasto dessa disputa, é claro que começa haver uma clareza maior em relação a quem será o candidato do partido. Não cabe a mim antecipar isso, cabe ao candidato. Mas eu acho que naturalmente essa minha saída facilita esse embate, facilita esse contraponto que nós vamos estabelecer em relação ao governo", afirmou Aécio. Serra tem se mantido firme na estratégia de só decidir sobre sua virtual candidatura no fim de março.

Aécio avalia também que o partido precisa ter posições "mais claras em relação a diversos temas", com o objetivo de enfrentar a estratégia do presidente Lula de tentar transformar a eleição em uma disputa plebiscitária entre sua gestão e a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Embora faltem alguns meses para o início oficial da corrida eleioral, o PT já dá como consolidada a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial.

Na visão do governador de Minas, trata-se de uma "comparação equivocada". Segundo ele, o grande mérito do governo Lula foi a "continuidade" da gestão FHC em "questões fundamentais", como a condução da política macroeconômica e o "aprofundamento" das políticas sociais. "Por mais que alguns petistas não gostem".

Aécio, no entanto, destacou que não pretende influir no processo de definição do candidato tucano e que essa responsabilidade agora cabe exclusivamente à direção do partido.

Ele anunciou que nas próximas semanas iniciará um périplo por todas as regiões do Estado, vistoriando obras ao lado do vice-governador Antônio Anastasia (PSDB). "Eu serei, no momento em que o candidato (à Presidência) do PSDB for definido, um soldado à sua disposição, com absoluta lealdade, mas mergulhado nas questões de Minas".

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