Fonteles quer apressar liberação de documentos

A estratégia da Comissão Nacional da Verdade nos próximos meses será liberar e dar a máxima divulgação a documentos com revelações sobre violações de direitos humanos durante o regime militar. Em vez de acumular dados para a confecção de um único relatório final, a comissão quer manter uma debate permanente sobre o que aconteceu no período da ditadura, dando destaque sobretudo aos casos de mortos e desaparecidos.

ROLDÃO ARRUDA, Agência Estado

27 de novembro de 2012 | 09h09

A informação é do novo coordenador do grupo, o ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles. "A missão fundamental da comissão", diz ele, "é estabelecer uma grande rede de proteção da democracia, para que nunca mais o nosso País, nossos filhos e netos, sofram as mazelas de um estado ditatorial militar."

O prazo regulamentar de funcionamento da comissão termina em maio de 2014. Em janeiro daquele ano os seus integrantes devem produzir o primeiro relatório preliminar. Até lá, porém, pretendem provocar e estimular debates em todo o País. "Temos que deixar esse legado para a sociedade", afirma Fonteles. "É com essa intenção que estamos realizando audiências públicas, parcerias e convênios com comissões estaduais, instituições universitárias, a OAB e outros setores organizados."

Na divisão de atividades na comissão, Fonteles é o responsável pela área de pesquisa e obtenção de documentos. Na semana passada ele tomou a iniciativa de divulgar uma leva de 11 documentos que estavam sendo analisados pela sua equipe de trabalho. Segundo suas informações, esse procedimento será repetido daqui para a frente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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