Fontana prevê votação da MP 443 na próxima semana

O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), afirmou na tarde de hoje que trabalha para aprovar sem alterações, na próxima semana, a Medida Provisória (MP) 443, que permite à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil adquirirem outras instituições financeiras. Fontana e outros líderes da base parlamentar aliada ao governo se reuniram hoje, no final da manhã, com o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, com quem discutiram a MP 443. "A gente sai daqui com total segurança de que a MP 443 é importante como uma das ferramentas para enfrentar as conseqüências da crise das finanças globais no País", disse Fontana. "Nós trabalhamos para aprová-la sem modificações."Na quinta-feira, o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que a MP 443 deverá ser votada amanhã e que a idéia era a de se concluir a votação "no mesmo dia". Chinaglia observou que, antes, terão que ser votados os destaques apresentados ao projeto que cria o Fundo Soberano do Brasil. Os quatro últimos destaques estão na pauta da sessão de hoje do plenário da Câmara.Fontana, ao afirmar que trabalha no sentido de votar na próxima semana a MP 443, justificou: "Nossa idéia é aprovar (a MP) o quanto antes, pois isto ajudaria a estabilizar o mercado." O deputado informou que, na reunião, Meirelles avaliou os impactos da medida no mercado.Apesar de defender a aprovação da MP 443 sem alterações, o líder do governo disse estar aberto para discutir alterações. Na semana passada, ele afirmou que aceitaria a definição de um prazo de validade para o poder dado aos bancos públicos para comprarem outras instituições."Nós continuamos negociando, mas a gente percebe que ela (a MP 443) foi bem elaborada e, portanto, nós temos que preservá-la na medida do possível", disse Fontana, destacando que a MP dá isonomia à Caixa e ao BB em relação às instituições financeiras privadas e aumenta a concorrência no sistema financeiro. "A oposição tem idéia de colocar um limitador no tempo. Nós não estamos fechados a isso, mas temos convicção maior de que não há por que limitar no tempo."Ele insinuou que há bancos que não desejam que a MP seja aprovada porque isto eliminaria uma reserva de mercado e avaliou que a fusão entre Itaú e Unibanco dá mais estabilidade ao sistema financeiro. Fontana enfatizou que os negócios que eventualmente serão feitos pelos bancos públicos obedecerão critérios de mercado e serão feitos com total transparência.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.