Fontana insiste em que cargos de CPI fiquem com aliados

Líder na Câmara minimiza fato de Jucá pensar ao contrário e querer entregar um dos cargos à oposição

Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2008 | 17h29

O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana, insistiu nesta terça-feira, 26, em sua posição de manter a presidência e a relatoria da CPI mista que vai analisar o uso dos cartões corporativos nas mãos do PMDB e do PT. Ele argumentou que o regimento define o direito dos maiores partidos das duas casas ocuparem esses cargos, o que é uma tradição na Casa. Ele citou que no governo passado, quando o PT fazia oposição, os cargos sempre ficaram com os partidos governistas. Ele minimizou o fato de o líder do governo no Senado, Romero Jucá, ter uma posição diferente e defender a entrega de um dos cargos à oposição.   Veja também: Garibaldi aposta em 'bom senso' na divisão de cargos da CPI Entenda a crise dos cartões corporativos   Após leitura, Senado instala CPI mista dos cartões     Segundo Fontana, ao final o governo terá uma única posição. "Por enquanto, no entanto, é normal essa discordância", disse. "Temos opiniões diferentes sobre esse assunto. Se abrirmos mão disso ( os cargos) poderá significar uma quebra de preceito regimental", disse Fontana. Ele criticou a possibilidade de duas CPIs, uma mista e a outra apenas no Senado, como propôs a oposição, para analisar a mesma matéria.   "Acho um erro fazer duas CPIs sobre o mesmo assunto. Ficaria risível. Imagina o depoente ir um dia em uma CPI e no dia seguinte prestar depoimento em outra. Será como uma novela. Cada capítulo passa duas vezes", disse.

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