Fome no Brasil ainda preocupa, apesar dos avanços, diz a ONU

Para erradicar a pobreza, o Brasil precisa identificar as regiões onde vivem as populações mais miseráveis e direcionar programas específicos para combater o problema. A opinião é da americana Rosemary Barber-Madden, representante do Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) no Brasil.O órgão da ONU divulgou nesta terça-feira, junto com técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o relatório A Situação da População Mundial - 2002, com dados sobre pobreza e indicadores sociais em 44 países."Apesar de o Brasil mostrar sinais de avanço, o fato de ter mais de 40 milhões de pessoas pobres já mostra que são necessários projetos urgentes." O relatório sustenta que é importante analisar as questões relacionadas com as tendências demográficas para conseguir reduzir a pobreza e a fome no mundo.Segundo o documento, o "efeito população" afeta o crescimento econômico, e informações desde 1970 indicam que os países em desenvolvimento onde a fecundidade é mais baixa e o crescimento é lento apresentam maior produtividade, mais poupança e mais investimentos no setor produtivo.A representante do fundo no Brasil ressaltou a necessidade de mais programas de saúde reprodutiva para as populações mais pobres. "Não falamos mais em controle de natalidade, mas em planejamento familiar voluntário."Os indicadores do Brasil estão distantes das taxas de países classificados pela ONU como 4º Mundo, mas também não se aproximam dos países desenvolvidos. A mortalidade infantil, por exemplo, é de 32 por mil, contra 83 por mil na África e 7 por mil na América do Norte.

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